Já somos mais de 7,6 bilhões de seres humanos na Terra, “apenas” 1,6 bilhão mais do que há 20 anos. Ao mesmo tempo, a nossa era é marcada pelo avanço exponencial da tecnologia.

Estamos em processo de construção da consciência de que os recursos do planeta devem ser usados de forma responsável e temos aproveitado que a tecnologia permite resolver problemas com menos impacto no mundo, mais rapidez, agilidade e com menos custos. É a chamada nova economia.

Neste artigo, vamos mostrar quais as características da nova economia e seu impacto no mundo do trabalho e no marketing das empresas. Acompanhe!

Características da nova economia

A nova economia se mostra em diversos conceitos, como a economia compartilhada, a economia criativa, na própria inovação e nas startups. Veja mais detalhes a seguir.

Economia compartilhada

A economia compartilhada provavelmente faz parte da sua vida de alguma forma. Se você já chamou um carro por aplicativo como o Uber, alugou uma bicicleta por uma empresa como a Yellow, trabalhou em um coworking, ficou hospedado pelo Airbnb, então já se beneficiou da economia compartilhada.

Seu conceito é relativamente simples: é uma forma de compartilhamento de bens e serviços facilitada pelo uso da tecnologia, especialmente por aplicativos que conectam diretamente quem precisa do serviço com quem está oferecendo.

Não é exagero dizer que a economia compartilhada vem desafiando modelos tradicionais de negócios. Basta ver a revolução que os aplicativos de transporte promoveram, colocando em xeque os serviços de táxi e, em alguns casos, até mesmo o transporte público.

Mais recentemente, aplicativos de carona, como o Waze Carpool, deram um passo além, conectando duas pessoas físicas. Ou seja, nenhuma delas vive desse serviço, mas se beneficiam mutuamente: o passageiro consegue o transporte de que precisa e o motorista reduz seus custos com combustível e manutenção do automóvel.

Economia criativa

O conceito de economia criativa soa um pouco aberto e vago, mas sua aplicação também está por todo lugar à nossa volta. Segundo a definição da Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento, a economia criativa envolve criatividade, cultura, economia e tecnologia em um mundo que está dominado por símbolos, imagens, textos e sons.

Para onde quer que olhemos, enxergamos o papel da tecnologia nessa transformação. Vamos pensar apenas em um recorte da transformação da mídia. Na década de 1980, a televisão tinha menos de dez canais e a informação se disseminava por meio de alguns poucos jornais, revistas e emissoras de rádio.

Ou seja, era uma via de mão única, na qual o consumidor tinha um papel passivo: era o espectador, o leitor, o ouvinte. Por isso, a segmentação do público era pouco relevante. Tínhamos uma oferta restrita e um público que não tinha como se manifestar.

Vamos comparar com o que temos hoje. A internet, as redes sociais e as plataformas de streaming fizeram com que essa comunicação tivesse uma capacidade de pulverização inédita. Assim, um jovem consciente do perfil de determinado público pode criar um canal no YouTube, por exemplo, angariar milhões de seguidores, ganhar muito dinheiro e ser uma celebridade para o seu público.

Ao mesmo tempo, para quem não tem esse perfil, ele pode ser um perfeito desconhecido. Nesse sentido, o avanço tecnológico permitiu uma segmentação muito mais específica do público.

Inovação

A frase-chave para a inovação é: “o que nos trouxe até aqui não vai nos levar aonde queremos chegar”. Ela mostra que até empresas consolidadas e bem estabelecidas sabem que aquilo que lhes garantiu o sucesso no passado certamente não terá o mesmo impacto no futuro.

Ainda assim, é preciso tomar muito cuidado quando se fala de inovação. As empresas sabem que precisam inovar, mas muitas vezes não sabem exatamente o que isso significa nem por que estão fazendo aquilo. Nesses casos, o resultado só pode ser decepção e dinheiro no lixo.

Ao pensar em inovação, devemos considerar, em primeiro lugar, qual problema vamos resolver com aquela ideia e quem se interessaria por essa solução. Para inovar muitas vezes não é necessário mirabolar muito, apenas criar uma nova maneira de fazer algo que já fazemos.

Vamos voltar ao exemplo dos aplicativos de transporte. Eles atenderam quem precisava do serviço e considerava o táxi muito caro e escasso e, ao mesmo tempo, forneceram uma fonte de renda para milhares de pessoas. Assim, havia um problema e um público carente dessa solução.

Startups

As startups são o campo em que a inovação se mostra mais abertamente. Em geral, são empresas novas, com equipes enxutas e que fazem uso intensivo de tecnologia. Elas são criadas para desenvolver, com muita eficiência, um único produto e serviço.

Se olharmos para o mundo das finanças, por exemplo, vamos ver todo um ecossistema de startups, as chamadas fintechs. Segundo o mapa das fintechs, havia 377 dessas empresas no Brasil em maio de 2018.

Cada uma delas é especializada em um tipo de serviço. São bancos digitais, sem agências físicas, aplicativos de gerenciamentos de finanças pessoais, casas de investimento totalmente online, empresas de meio de pagamento, de empréstimos pessoais.

Impactos da nova economia

A nova economia pode, portanto, se apresentar em todos os setores e de muitas formas. Seu desenvolvimento afeta o cotidiano de todas as pessoas, mas vale olhar com especial atenção para o impacto no mercado de trabalho e no marketing das empresas.

Mercado do trabalho

Há muitos anos existe a percepção de que a tecnologia geraria um mar de trabalhadores desempregados. A profecia é e não é verdadeira, ao mesmo tempo.

Se a transformação digital tornou obsoleta uma série de funções, também é verdade que ela criou campos que antes simplesmente não existiam. Pode-se pensar, por exemplo, que os grandes jornais enfrentam uma longa crise, com dificuldades para se manter e com redações cada vez mais enxutas.

Por outro lado, a expansão das mídias online abriu novos campos para os profissionais dessa área, que podem atuar em produção de conteúdo, como Podcasts, ter um canal no YouTube e até mesmo exercer o jornalismo em meios que já nasceram digitais, como o Nexo Jornal.

Marketing das empresas

A área de marketing foi uma das mais impactadas pelo desenvolvimento da nova economia. O avanço da tecnologia levou ao surgimento de diversas plataformas que permitem segmentar o público com riqueza de detalhes e criar campanhas mais precisas, eficientes e baratas.

Assim, por que gastar milhões em uma inserção comercial no horário nobre da televisão se dá para fazer uma série de ações no mundo digital, com ofertas personalizadas e que podem converter muito mais?

Por isso, assim como o mundo digital está cada vez mais presente nas nossas relações de consumo — afinal, quem nunca comprou nada por um e-commerce? —, as estratégias de publicidade online também passaram a ser primordiais no relacionamento das marcas com seus consumidores.

Não é à toa que, segundo projeções da multinacional de pesquisa de mercado eMarketer, nos Estados Unidos o valor investido em publicidade digital deve ultrapassar, pela primeira vez, o das mídias tradicionais.

Assim, vimos que a nova economia é uma realidade que as empresas não podem ignorar. Para acompanhar o ritmo e não ser atropelado pelo bonde da história, as organizações precisam passar por um processo de transformação digital e reforçar sua presença online, que é onde o consumidor atual está.

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HQT
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